A NASA chegou à fase final do LunaRecycle Challenge, competição de US$ 3 milhões criada para estimular sistemas capazes de reciclar resíduos não biológicos em futuras missões lunares. Até 14 equipes finalistas apresentam protótipos e modelos digitais durante um evento na Universidade do Alabama, em Tuscaloosa.
Por que reciclar na Lua
Missões de longa duração não podem depender apenas de suprimentos enviados da Terra. Embalagens, tecidos, componentes e materiais de uso cotidiano ocupam espaço e massa valiosos. Transformá-los em matéria-prima pode reduzir o volume armazenado e permitir a fabricação de novos objetos.
O desafio não trata de resíduos metabólicos humanos. O foco são materiais sólidos produzidos durante operações e pela própria logística da missão.
Prototipagem e gêmeos digitais
Na etapa final, equipes aperfeiçoaram sistemas físicos e gêmeos digitais — representações computacionais que simulam o comportamento da tecnologia. Os protótipos foram submetidos a testes ao vivo no Alabama.
Até 11 equipes dividirão US$ 1,325 milhão em prêmios. As duas melhores soluções físicas receberão US$ 500 mil e US$ 225 mil; os principais gêmeos digitais, US$ 275 mil e US$ 125 mil. Também há prêmios técnicos e uma escolha popular.
Participação recorde
A primeira fase recebeu mais de 1.200 inscrições, recorde em duas décadas do programa Centennial Challenges. Cerca de 200 propostas foram avaliadas por 50 jurados, e 17 equipes de cinco países avançaram como vencedoras da fase inicial.
Além do uso espacial, tecnologias de separação e reaproveitamento podem inspirar aplicações terrestres. A transferência, porém, depende de viabilidade técnica, custo e adaptação às cadeias locais.





