Um ataque russo com drone atingiu um depósito de munições em Myla, na região de Kyiv, e provocou uma sequência de explosões que deixou ao menos 37 mortos e dezenas de feridos. O impacto danificou mais de 50 edifícios residenciais e obrigou centenas de moradores a deixar a área.
Autoridades ucranianas informaram que o depósito armazenava munições, drones e outros explosivos. A proximidade do material militar com residências e uma instituição de cuidados para idosos e pessoas com deficiência passou a ser investigada como possível negligência.
Explosões ampliaram os danos
A detonação secundária espalhou fogo e destroços por uma área extensa, dificultando o acesso das equipes de emergência. Entre as vítimas estava um dirigente comunitário que havia ido ao local ajudar no resgate. Moradores foram retirados preventivamente enquanto bombeiros trabalhavam sob risco de novas explosões.
A Rússia confirmou ter atacado infraestrutura militar e afirmou que o alvo armazenava componentes de drones de longo alcance. A Ucrânia, por sua vez, responsabilizou Moscou pelo ataque e anunciou processos criminais para apurar por que explosivos estavam guardados tão perto da população civil.
Auditoria dos depósitos
O presidente Volodymyr Zelenskyy classificou a situação como uma falha grave de segurança. O caso ocorre após outro episódio envolvendo um depósito próximo a áreas habitadas, aumentando a pressão por uma auditoria nacional das instalações militares.
A ofensiva também atingiu outras regiões ucranianas e ocorre em meio ao uso crescente de drones mais rápidos e mísseis contra infraestrutura logística. Informações sobre vítimas e danos podem mudar conforme as buscas avançam.
Proteção de civis
Instalações militares próximas a comunidades aumentam o risco de danos indiretos quando são atingidas. A investigação deverá avaliar responsabilidades administrativas, o cumprimento das regras de armazenamento e medidas para transferir material explosivo para áreas mais seguras.
Fontes: Reuters e Associated Press.





