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Tempestades no México deixam seis mortos e cinco desaparecidos na costa do Pacífico

Inundações ligadas aos remanescentes de Rachel mataram cinco pessoas em Baja California; Simon seguia ativo e mantinha o risco de chuva e cheias no oeste mexicano.

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Imagem de satélite do furacão Simon próximo à costa centro-oeste do México em 11 de outubro de 2026

As chuvas associadas ao furacão Simon e aos remanescentes da tempestade tropical Rachel deixaram ao menos seis mortos e cinco desaparecidos na costa do Pacífico do México. O balanço foi atualizado nesta terça-feira, 13 de outubro, enquanto equipes militares, policiais e de resgate mantinham buscas em Baja California e autoridades monitoravam o risco de novas cheias mais ao sul.

Segundo a Associated Press, cinco mortes ocorreram em Ensenada, cidade costeira de Baja California, onde os remanescentes de Rachel provocaram inundações. Outra pessoa morreu no estado de Guerrero durante o fim de semana, após as chuvas levadas por Simon.

O total mais recente inclui uma vítima encontrada nesta terça-feira perto de um córrego. Entre os cinco desaparecidos estão três pessoas procuradas em Ensenada e um pai e um filho que saíram para pescar no sábado em San Felipe, no Golfo da Califórnia, e não retornaram.

Buscas mobilizam centenas de agentes

Cerca de 300 militares, policiais e socorristas participavam das buscas ao longo do córrego El Pípila, em Ensenada. A Marinha mexicana também continuava a operação para localizar os dois pescadores desaparecidos.

O governo mexicano informou anteriormente ter ativado os planos de emergência das Forças Armadas e mobilizado milhares de agentes para atender as áreas afetadas. Em Baja California, seis abrigos haviam recebido moradores retirados de zonas de risco, enquanto equipes trabalhavam para restabelecer serviços e avaliar os danos.

A situação reúne os efeitos de dois sistemas distintos. Rachel avançou sobre o norte da península de Baja California e perdeu organização, mas sua umidade contribuiu para enchentes rápidas em áreas urbanas. Simon, por sua vez, permaneceu muito próximo da costa centro-oeste do país e continuou produzindo chuva forte em diferentes estados.

Simon enfraquece, mas mantém risco de chuva

Na manhã desta terça-feira, o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) classificava Simon como furacão de categoria 1, com ventos máximos sustentados de cerca de 145 km/h. O centro do sistema se deslocava muito lentamente a oeste-noroeste, próximo à costa de Jalisco.

A baixa velocidade aumenta o tempo de exposição de uma mesma região à chuva, mesmo quando o centro permanece sobre o oceano. O NHC recomendou que moradores do centro-oeste do México e de Baja California Sur acompanhassem as atualizações, devido ao risco de precipitação intensa, enchentes repentinas, ondas perigosas e correntes marítimas fortes.

Simon havia alcançado a categoria 4 no fim de semana, mas perdeu força antes do novo boletim. A Reuters informou que o furacão avançava a apenas cerca de 5 km/h, mantendo comunidades ribeirinhas em alerta e dificultando a definição do ponto e do momento de uma eventual entrada em terra.

Impactos em diferentes estados

Em Ensenada, a prioridade era localizar os desaparecidos e limpar áreas atingidas por lama e detritos. As inundações arrastaram veículos, danificaram casas e interromperam vias. No litoral mais ao sul, Simon levou chuva forte a Guerrero e continuava ameaçando Nayarit e Sinaloa, onde rios e áreas de baixa altitude permaneciam sob vigilância.

A sequência também afetou o fornecimento de energia e a circulação em partes da região. Autoridades orientaram a população a evitar cursos d’água, encostas instáveis e ruas inundadas, além de obedecer a eventuais ordens de retirada.

Os números ainda podem mudar porque as buscas continuam e algumas localidades permanecem com acesso difícil. As autoridades não atribuíram isoladamente todo o dano a um único sistema: as enchentes no norte foram associadas principalmente aos remanescentes de Rachel, enquanto Simon manteve o risco de chuva e cheia ao longo da costa centro-oeste.

Monitoramento continua

O episódio ocorre em meio a uma temporada muito ativa no Pacífico, mas não é possível atribuir individualmente sua intensidade ou seus impactos à mudança climática sem uma análise específica. O fator imediato para o desastre foi a combinação de chuva intensa, deslocamento lento dos sistemas e vulnerabilidade de áreas urbanas e ribeirinhas.

Com Simon ainda ativo e cinco pessoas desaparecidas, a recomendação é acompanhar apenas boletins oficiais do NHC, do Serviço Meteorológico Nacional do México e das autoridades locais. Avisos podem mudar rapidamente conforme o furacão altera velocidade e direção.


Fontes: Associated Press, Reuters, National Hurricane Center e Governo do México.

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