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Banco Europeu de Investimento dobra plano de adaptação climática para € 30 bilhões

BEI prevê ao menos € 30 bilhões até 2030 para infraestrutura, água e agricultura resilientes a ondas de calor, secas, incêndios e enchentes.

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Sede do Grupo Banco Europeu de Investimento em Kirchberg, Luxemburgo, em imagem de arquivo

O Grupo Banco Europeu de Investimento (BEI) anunciou nesta quinta-feira (22) um plano para destinar pelo menos € 30 bilhões à adaptação climática até 2030. O valor é o dobro do financiamento previsto no ciclo anterior de cinco anos e será direcionado a projetos capazes de reduzir danos causados por ondas de calor, secas, incêndios florestais e enchentes.

A Fase 2 do Plano de Adaptação, válida de 2026 a 2030, foi aprovada nesta semana pelos conselhos do BEI e do Fundo Europeu de Investimento. A Reuters confirmou o anúncio e destacou que ele antecede a conferência climática COP31, marcada para começar em 9 de novembro na Turquia.

Financiamento, garantias e apoio técnico

Os € 30 bilhões não representam apenas subsídios diretos. O plano combina empréstimos, garantias e serviços de consultoria para transformar dados sobre risco climático em projetos financiáveis. A estratégia abrange redes de energia, edifícios públicos, sistemas de água e agricultura resiliente.

Entre as medidas previstas estão irrigação eficiente, armazenamento e reúso de água, recuperação de áreas úmidas, florestas e planícies de inundação, além de infraestrutura preparada para secas e cheias. Pequenas empresas também deverão receber apoio para identificar riscos e investimentos adequados.

Tecnologia para mapear riscos

O banco pretende lançar ainda neste ano o ClimateSET, uma ferramenta digital aberta desenvolvida com o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus. O sistema deverá ajudar empresas, autoridades públicas e instituições financeiras a localizar ameaças climáticas e selecionar soluções de adaptação.

Por meio da iniciativa TechEU, o BEI também quer ampliar o acesso ao mercado para empresas europeias que desenvolvem sistemas de resfriamento, tecnologias de economia de água e soluções energéticas resilientes.

Apoio fora da União Europeia

O plano inclui assistência técnica para países mais vulneráveis, especialmente pequenos Estados insulares e nações menos desenvolvidas. As prioridades citadas incluem proteção costeira, alertas antecipados, transporte resistente a desastres e gestão de risco.

O BEI informou que apoiará infraestrutura hídrica resiliente na Argentina e projetos de água potável e saneamento em Gana. A instituição sustenta que o investimento preventivo reduz gastos posteriores com reconstrução; sua presidente, Nadia Calviño, estimou que cada euro aplicado em prevenção e adaptação pode evitar dez euros em danos e reparos.

Outras aprovações não fazem parte da mesma conta

Na mesma reunião, os conselhos do BEI e do Fundo Europeu de Investimento aprovaram € 11,8 bilhões em novos financiamentos para diferentes projetos. Desse total, € 5,5 bilhões devem reforçar a autonomia energética europeia e reduzir custos de eletricidade. Esses valores foram anunciados separadamente e não devem ser confundidos com a meta plurianual de € 30 bilhões para adaptação.

As decisões incluem apoio a redes de energia na França, Alemanha, Hungria e Itália, renováveis na Áustria, nos Países Baixos e na Romênia, além de eficiência energética na Espanha e na Suécia.

Fontes

Imagem de arquivo: sede do Grupo Banco Europeu de Investimento em Kirchberg, Luxemburgo. Crédito: Caroline Martin/BEI/Wikimedia Commons. Licença CC BY-SA 3.0 IGO.

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