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BCE eleva juros para 2,5% diante da pressão da energia sobre a inflação

Banco Central Europeu aumenta a taxa de depósito em 0,25 ponto percentual após inflação da zona do euro alcançar 3,3% em agosto.

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Sede do Banco Central Europeu e horizonte de Frankfurt ao amanhecer

O Banco Central Europeu (BCE) elevou nesta quinta-feira (10) sua taxa de depósito em 0,25 ponto percentual, para 2,5%, em uma tentativa de conter a nova pressão inflacionária provocada sobretudo pelo encarecimento da energia. Foi o segundo aumento dos juros em 2026.

A decisão ocorreu depois que a inflação da zona do euro chegou a 3,3% em agosto, afastando-se da meta de 2% da instituição. Petróleo e gás mais caros, em meio ao conflito no Oriente Médio e às incertezas sobre o abastecimento, passaram a pesar com mais intensidade sobre consumidores e empresas europeias.

Crédito mais caro para conter a inflação

Ao elevar os juros, o BCE torna o crédito mais caro e procura reduzir parte da demanda na economia. A medida pode limitar a propagação dos custos de energia para outros preços, mas também aumenta o custo de financiamento de famílias, empresas e governos.

Segundo a Reuters e a Associated Press, a taxa de refinanciamento passou a 2,65%, enquanto a taxa da facilidade permanente de cedência de liquidez subiu para 2,9%. Os novos níveis entram em vigor em 16 de setembro.

Projeções foram revistas

O BCE passou a projetar inflação média de 3% em 2026, 2,5% em 2027 e 2,1% em 2028. Apesar da pressão sobre os preços, a previsão de crescimento para a zona do euro neste ano foi elevada para 0,9%, sinalizando que a atividade econômica mostrou resistência maior do que se esperava.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, destacou a incerteza do cenário e indicou que as próximas decisões serão tomadas reunião a reunião, com base nos dados disponíveis. Isso significa que o aumento desta quinta-feira não define, por si só, uma trajetória automática de novas altas.

Energia continua no centro dos riscos

A dependência europeia de energia importada deixa a região vulnerável a interrupções no fornecimento e oscilações do petróleo e do gás. Com a aproximação do inverno no Hemisfério Norte, estoques e custos energéticos devem continuar entre os principais fatores observados pelo banco central.

O efeito da decisão será acompanhado pelos mercados e pelos governos europeus. O desafio do BCE é conter a inflação sem provocar uma desaceleração excessiva em uma economia que ainda cresce de forma moderada.

Fontes: Reuters e Associated Press.

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