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Eclipse lunar de 27 de agosto encobre 96% da Lua: veja como observar

Fenômeno será visível em grande parte das Américas, Europa e África; máximo ocorre às 4h13 UTC de 28 de agosto.

Leitura estimada: 3 min

Infográfico explica a passagem da Lua pela sombra da Terra durante um eclipse lunar

Um eclipse lunar parcial profundo ocorre na noite de 27 para 28 de agosto de 2026. No auge do fenômeno, 96,3% do disco da Lua estará dentro da umbra, a parte mais escura da sombra da Terra. Embora tecnicamente parcial, o evento pode produzir um aspecto muito próximo ao de um eclipse total, com grande parte da superfície lunar adquirindo tons avermelhados.

Quando acontece o eclipse lunar

Segundo a visualização científica da NASA, o máximo do eclipse será às 4h13 UTC de 28 de agosto. O fenômeno será observável em grande parte das Américas, Europa e África, além de áreas da Ásia Ocidental. A experiência exata varia conforme a cidade: em alguns locais, a Lua nasce ou se põe durante uma das fases.

No Brasil, a visibilidade depende do horário local, da posição da Lua e das condições meteorológicas. O ideal é consultar um aplicativo de astronomia ou planetário configurado para a própria cidade e procurar um horizonte livre de prédios e árvores.

Por que a Lua pode ficar avermelhada

Durante um eclipse lunar, a Terra fica entre o Sol e a Lua. A luz solar atravessa a atmosfera terrestre, que espalha com mais eficiência os comprimentos de onda azulados e permite que parte da luz vermelha seja desviada para a sombra. É o mesmo processo óptico associado aos tons quentes do nascer e do pôr do sol.

A intensidade e a cor não são idênticas em todos os eclipses. Poeira, aerossóis e nuvens na atmosfera terrestre podem alterar o brilho percebido. Como uma pequena faixa da Lua permanecerá fora da umbra neste evento, haverá contraste entre a região iluminada diretamente e a porção escurecida.

Como observar com segurança

Ao contrário de um eclipse solar, um eclipse lunar pode ser visto diretamente, sem filtros especiais. Binóculos e pequenos telescópios revelam detalhes adicionais, mas não são necessários. Para fotografar com celular, vale apoiar o aparelho em superfície firme, reduzir a exposição e evitar o zoom digital excessivo.

  • Escolha um ponto com visão ampla do céu.
  • Verifique a previsão de nuvens.
  • Dê alguns minutos para os olhos se adaptarem à escuridão.
  • Use tripé ou apoio para evitar imagens tremidas.

O que a ciência registra

Além do espetáculo visual, eclipses ajudam na divulgação de conceitos de geometria orbital, atmosfera e movimento celeste. A NASA mantém mapas e animações calculados para mostrar a passagem da Lua pela sombra da Terra e as regiões de visibilidade. Esses modelos permitem prever os horários com grande precisão.

O evento também é uma boa oportunidade para comparar fotografias feitas em diferentes locais. Mudanças de cor e brilho podem refletir tanto ajustes de câmera quanto as condições atmosféricas encontradas ao longo do caminho percorrido pela luz solar.

Fontes: NASA Scientific Visualization Studio e NASA Solar System Exploration.

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