Um avião de pesquisa WB-57F da NASA voou sobre o Atlântico Norte durante o eclipse solar total de 12 de agosto de 2026 para observar a coroa, a atmosfera externa do Sol. A aeronave partiu dos Estados Unidos e usou a Islândia como base para interceptar a faixa de totalidade.
Quando a Lua bloqueia a superfície brilhante do Sol, a coroa se torna visível por alguns instantes. Essa oportunidade permite estudar por que a atmosfera externa solar é muito mais quente que a superfície e como energia e matéria se propagam pelo plasma.
Observação acima das nuvens
O WB-57F voou a aproximadamente 50 mil pés, ou 15 quilômetros de altitude. Nessa região há menos nuvens, poeira e vapor d’água, reduzindo interferências e permitindo observar comprimentos de onda infravermelhos que são absorvidos nas camadas mais baixas da atmosfera.
Meses de planejamento foram necessários para calcular o ponto exato em que o avião encontraria a sombra da Lua. Durante a totalidade, o piloto ajustou a trajetória para ampliar o tempo de coleta.
Cada segundo conta
No banco traseiro, um operador controlou câmeras, foco e exposição enquanto acompanhava as estruturas de interesse. Como a fase total dura poucos minutos, pequenos desvios poderiam reduzir o conjunto de dados.
A coroa é composta de plasma organizado por campos magnéticos. Fenômenos semelhantes ocorrem em outras estrelas, e os resultados podem melhorar modelos do clima espacial — eventos solares capazes de afetar satélites, comunicações e redes elétricas.
Ciência em movimento
A missão mostra como aeronaves de grande altitude complementam telescópios terrestres e espaciais. Elas podem se deslocar para regiões onde o fenômeno será visível e permanecer acima de boa parte da atmosfera, transportando instrumentos que podem ser modificados entre campanhas.





