A NASA colocou em operação uma nova antena de 34 metros de diâmetro no complexo Goldstone, próximo a Barstow, na Califórnia. Batizada de Deep Space Station 23 (DSS-23), ela integra a Rede de Espaço Profundo, sistema mundial usado para enviar comandos e receber dados de sondas muito além da órbita terrestre.
Após testes realizados entre maio e julho de 2026, a DSS-23 começou a trabalhar em 3 de agosto, inicialmente rastreando o observatório de raios X Chandra. Desde então, passou a se comunicar com missões como Mars Reconnaissance Orbiter, Psyche, Juno e Voyager 1.
Uma rede global
A Deep Space Network possui complexos na Califórnia, na Espanha e na Austrália. A distribuição geográfica permite manter contato com espaçonaves mesmo enquanto a Terra gira. Mais de 100 missões da NASA e de outras organizações dependem da Rede de Espaço Profundo e da Near Space Network.
A nova estação é uma antena multifrequência. Os sinais são direcionados para uma sala subterrânea climatizada, onde ficam equipamentos sensíveis, facilitando manutenção e futuras atualizações.
Por que ampliar agora
O número de missões científicas cresce e cada uma produz volumes maiores de dados. Várias espaçonaves também podem precisar de comunicação ao mesmo tempo. Antenas de 34 metros podem operar em conjunto, formando um arranjo que oferece capacidade equivalente de apoio às estruturas de 70 metros, mais antigas e caras de manter.
A DSS-23 é a quinta antena do projeto de expansão iniciado em 2009. Uma sexta unidade, a DSS-33, deve entrar em operação em Canberra em 2029. Com ela, a rede terá 13 antenas de 34 metros.
Precisão para distâncias extremas
Comunicar-se com uma sonda distante exige integrar mecanismos, eletrônica, software e radiofrequência com enorme precisão. Um sinal enviado à Voyager 1, por exemplo, leva muitas horas para atravessar o espaço. A modernização ajuda a sustentar missões robóticas e futuras operações do programa Artemis.





