A refinaria de petróleo de Moscou foi atingida durante uma onda de ataques com drones na madrugada de 20 de setembro de 2026. A Reuters informou que autoridades russas reconheceram danos em uma instalação do complexo e duas mortes na região de Moscou. A dimensão dos prejuízos industriais ainda não estava estabelecida na cobertura consultada.
O episódio tem confirmação jornalística, mas isso não torna automaticamente verdadeiros todos os detalhes de vídeos e legendas que circulam nas redes sociais. As alegações sobre uma termelétrica e um complexo de armazenagem precisam ser apresentadas com suas respectivas fontes e limitações.
O que foi informado sobre a refinaria
Segundo a Reuters, o prefeito Sergei Sobyanin reconheceu o impacto na refinaria. A agência também relatou danos a um prédio residencial e a retirada de moradores de uma área atingida. Esses registros não permitem concluir, por si só, que toda a refinaria foi destruída ou que permaneceu sob impacto contínuo durante a madrugada.
Em atualização publicada pelo Kyiv Post, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que instalações petrolíferas e logísticas na região de Moscou foram atingidas por uma operação de longo alcance. O Estado-Maior ucraniano identificou a refinaria da Gazprom Neft, em Kapotnya, entre os alvos. As declarações são atribuídas às autoridades ucranianas, parte diretamente envolvida no conflito.
Armazéns em Sofyino: ataque relatado, danos ainda incertos
A fabricante ucraniana Fire Point declarou que drones FP-1 atingiram um complexo de armazéns na região de Moscou. De acordo com o The New Voice of Ukraine, informações preliminares associaram o incêndio a instalações da Sovremennye Skladskie Tekhnologii, em Sofyino.
O próprio veículo ressalvou que o modelo de drone empregado e a extensão da destruição não tinham confirmação independente. Por isso, a afirmação de que o complexo foi completamente destruído não deve ser tratada como conclusão estabelecida.
O que se sabe sobre a CHP-22
Também circulam relatos de explosões perto da CHP-22, em Dzerzhinsky. A operadora Mosenergo confirma que a usina fornece eletricidade e calor a áreas da região de Moscou, além de vapor utilizado pela refinaria. Essa informação explica a ligação industrial entre os locais, mas não confirma danos decorrentes do ataque.
Até o fechamento desta apuração, o Memória do Gelo não havia obtido confirmação independente suficiente para afirmar que a termelétrica foi fortemente atingida ou teve suas operações interrompidas.
Ataques não comprovam domínio do espaço aéreo
O Financial Times também noticiou o ataque e a reivindicação ucraniana. Os números de interceptações divulgados por Moscou são declarações das autoridades russas e não uma contagem verificada pelo Memória do Gelo.
Conseguir atingir instalações e controlar de forma contínua o espaço aéreo são situações diferentes. Os relatos consultados não sustentam a conclusão de que a Ucrânia domina o espaço aéreo russo. Essa frase deve ser entendida como opinião, não como resultado demonstrado da operação.
Sobre as imagens: o vídeo específico compartilhado no Instagram não foi autenticado nesta apuração. A fotografia que acompanha esta notícia é de arquivo, registrada em 30 de maio de 2017, e não mostra o ataque de setembro de 2026.
Foto de arquivo: A.Savin, Wikipedia. Refinaria de Moscou em Kapotnya. Arquivo original e autoria. Licença Free Art License 1.3. Informação em desenvolvimento; balanços e avaliações de danos podem ser atualizados.





