Ciência, clima, tecnologia e acontecimentos globais

Transparência editorial

Ataque com drones atinge refinaria de Moscou; danos são apurados

Ataque de 20 de setembro tem confirmação jornalística. Relatos sobre a CHP-22 e armazéns exigem cautela; vídeo do Instagram não foi autenticado.

Leitura estimada: 3 min

Vista aérea da refinaria de Moscou em Kapotnya, fotografada em maio de 2017, antes do ataque noticiado.

A refinaria de petróleo de Moscou foi atingida durante uma onda de ataques com drones na madrugada de 20 de setembro de 2026. A Reuters informou que autoridades russas reconheceram danos em uma instalação do complexo e duas mortes na região de Moscou. A dimensão dos prejuízos industriais ainda não estava estabelecida na cobertura consultada.

O episódio tem confirmação jornalística, mas isso não torna automaticamente verdadeiros todos os detalhes de vídeos e legendas que circulam nas redes sociais. As alegações sobre uma termelétrica e um complexo de armazenagem precisam ser apresentadas com suas respectivas fontes e limitações.

O que foi informado sobre a refinaria

Segundo a Reuters, o prefeito Sergei Sobyanin reconheceu o impacto na refinaria. A agência também relatou danos a um prédio residencial e a retirada de moradores de uma área atingida. Esses registros não permitem concluir, por si só, que toda a refinaria foi destruída ou que permaneceu sob impacto contínuo durante a madrugada.

Em atualização publicada pelo Kyiv Post, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que instalações petrolíferas e logísticas na região de Moscou foram atingidas por uma operação de longo alcance. O Estado-Maior ucraniano identificou a refinaria da Gazprom Neft, em Kapotnya, entre os alvos. As declarações são atribuídas às autoridades ucranianas, parte diretamente envolvida no conflito.

Armazéns em Sofyino: ataque relatado, danos ainda incertos

A fabricante ucraniana Fire Point declarou que drones FP-1 atingiram um complexo de armazéns na região de Moscou. De acordo com o The New Voice of Ukraine, informações preliminares associaram o incêndio a instalações da Sovremennye Skladskie Tekhnologii, em Sofyino.

O próprio veículo ressalvou que o modelo de drone empregado e a extensão da destruição não tinham confirmação independente. Por isso, a afirmação de que o complexo foi completamente destruído não deve ser tratada como conclusão estabelecida.

O que se sabe sobre a CHP-22

Também circulam relatos de explosões perto da CHP-22, em Dzerzhinsky. A operadora Mosenergo confirma que a usina fornece eletricidade e calor a áreas da região de Moscou, além de vapor utilizado pela refinaria. Essa informação explica a ligação industrial entre os locais, mas não confirma danos decorrentes do ataque.

Até o fechamento desta apuração, o Memória do Gelo não havia obtido confirmação independente suficiente para afirmar que a termelétrica foi fortemente atingida ou teve suas operações interrompidas.

Ataques não comprovam domínio do espaço aéreo

O Financial Times também noticiou o ataque e a reivindicação ucraniana. Os números de interceptações divulgados por Moscou são declarações das autoridades russas e não uma contagem verificada pelo Memória do Gelo.

Conseguir atingir instalações e controlar de forma contínua o espaço aéreo são situações diferentes. Os relatos consultados não sustentam a conclusão de que a Ucrânia domina o espaço aéreo russo. Essa frase deve ser entendida como opinião, não como resultado demonstrado da operação.

Sobre as imagens: o vídeo específico compartilhado no Instagram não foi autenticado nesta apuração. A fotografia que acompanha esta notícia é de arquivo, registrada em 30 de maio de 2017, e não mostra o ataque de setembro de 2026.

Foto de arquivo: A.Savin, Wikipedia. Refinaria de Moscou em Kapotnya. Arquivo original e autoria. Licença Free Art License 1.3. Informação em desenvolvimento; balanços e avaliações de danos podem ser atualizados.

Mais recentes