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Transparência editorial

Meta apresenta Muse, agente de IA capaz de agir em outros aplicativos

Novo assistente autônomo pode acessar serviços conectados, enviar e-mails, organizar compromissos e realizar pagamentos, ampliando o debate sobre segurança e privacidade.

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Placa da sede da Meta em Menlo Park, Califórnia

A Meta lançou nos Estados Unidos o Muse, um agente de inteligência artificial capaz de executar tarefas em outros aplicativos e serviços conectados. Disponível inicialmente para adultos, o sistema pode enviar e-mails, organizar compromissos, ajudar em compras, reservar viagens e interagir com ferramentas de pagamentos, segundo informações convergentes da Reuters e da Associated Press.

O lançamento representa uma mudança em relação aos chatbots que apenas respondem perguntas. Agentes autônomos recebem um objetivo, planejam etapas e realizam ações em nome do usuário. O Muse será oferecido em aplicativo próprio e também por meio do WhatsApp, com diferentes níveis de assinatura.

Do diálogo à execução

Entre as funções apresentadas estão o acesso autorizado a e-mail e calendário, a organização de metas de longo prazo e a conexão com serviços de compras, saúde e casa inteligente. A Meta afirma que as tarefas são processadas em uma máquina virtual segura, ambiente isolado criado para reduzir o risco de que uma ação comprometa o dispositivo ou outros dados do usuário.

A empresa também introduziu um mecanismo de segurança que acompanha o agente enquanto ele trabalha. Ainda assim, a autonomia aumenta a complexidade dos riscos: uma instrução mal interpretada pode produzir uma ação indesejada, enquanto conteúdo malicioso encontrado em uma página ou mensagem pode tentar manipular o sistema.

Privacidade e confiabilidade

Testes internos identificaram problemas de segurança e confiabilidade antes do lançamento, de acordo com a Reuters. A Meta adiou a estreia originalmente prevista para abril, ampliou as avaliações e criou iniciativas para receber relatos de vulnerabilidades. A companhia sustenta que aplicou barreiras adicionais, mas reconhece que agentes de IA exigem supervisão.

Como o Muse precisa acessar contas e informações pessoais para executar determinadas tarefas, o usuário deve autorizar cada integração e revisar o nível de acesso concedido. Dados de e-mail, agenda, compras e pagamentos são particularmente sensíveis, e especialistas recomendam cautela antes de permitir decisões automáticas que envolvam dinheiro ou informações privadas.

Disputa pelos assistentes pessoais

O produto coloca a Meta de forma mais direta na corrida por agentes capazes de agir no mundo digital. O alcance do WhatsApp pode facilitar a adoção, mas o serviço começa restrito aos Estados Unidos e a maiores de 18 anos. A disponibilidade em outros mercados não foi detalhada.

A Meta oferecerá uma modalidade gratuita e planos pagos mencionados pela Reuters nos valores mensais de US$ 20 e US$ 100, com diferenças de capacidade e uso. O desempenho real, a transparência das autorizações e a resposta a incidentes serão pontos decisivos para medir se a conveniência supera os riscos.

O lançamento do Muse mostra como a competição em inteligência artificial está avançando da produção de texto e imagens para sistemas que tomam providências concretas. Essa transição pode tornar os assistentes mais úteis, mas também aumenta a necessidade de controles claros, confirmações antes de ações sensíveis e mecanismos para desfazer erros.

Fontes: Reuters e Associated Press.

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