O Nepal poderá precisar de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões para reconstruir as áreas atingidas pelas enchentes desencadeadas após o colapso de uma geleira na fronteira com o Tibete. A estimativa, apresentada pelo ministro das Finanças, equivale a quase 10% da economia do país.
A massa de gelo, rocha, lama e detritos avançou pelos vales do Himalaia, destruiu cidades, estradas e pontes e atingiu projetos hidrelétricos. Mais de 600 mortes foram confirmadas no Nepal e no Tibete, enquanto milhares de pessoas permanecem desaparecidas. Os números seguem sujeitos a atualização.
Energia e transporte entre os setores atingidos
Usinas responsáveis por mais de 12% da capacidade energética nepalesa sofreram danos. A interrupção de estradas e pontes também dificulta o transporte de alimentos, equipes de resgate e equipamentos para comunidades isoladas.
O país depende fortemente de turismo, remessas enviadas por trabalhadores no exterior e energia hidrelétrica. Por isso, a reconstrução pode afetar as contas públicas, a geração de eletricidade e a atividade econômica por vários anos.
Risco de novo rompimento diminuiu, mas permanece monitorado
Autoridades chinesas informaram que o lago formado após o colapso começou a drenar naturalmente. Imagens de satélite indicaram redução de aproximadamente 21 mil metros quadrados em sua área, diminuindo o risco imediato de uma nova ruptura.
Um segundo lago maior foi identificado próximo à geleira, mas sua profundidade ainda não foi determinada. Drones e radares estão sendo usados para acompanhar o terreno instável e procurar sinais de novos movimentos.
Ajuda técnica e adaptação
O Nepal solicitou assistência especializada para operações em túneis, identificação de vítimas e reconstrução de infraestrutura. Além da resposta emergencial, especialistas defendem ampliar o monitoramento de lagos glaciais, sistemas de alerta e planejamento de ocupação dos vales.
A causa exata do colapso ainda está sob investigação. O aquecimento das regiões montanhosas pode aumentar a instabilidade do gelo e a formação de lagos, mas cada evento exige análise específica para separar os diferentes fatores.
Fontes: Reuters, estimativa de reconstrução e Reuters, monitoramento dos lagos.





