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EUA confirmam primeiro caso de bicheira-do-Novo-Mundo em cavalo

Infestação foi detectada em um cavalo no sul do Texas; autoridades restringiram o transporte de animais na região afetada.

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Mosca Cochliomyia hominivorax, espécie causadora da bicheira-do-Novo-Mundo

Autoridades dos Estados Unidos confirmaram no sul do Texas o primeiro caso conhecido de infestação pela mosca da bicheira-do-Novo-Mundo em um cavalo no país. O animal, usado em atividades de uma fazenda no condado de Presidio, apresentou a infestação em uma lesão na pata traseira.

O diagnóstico foi verificado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. A ocorrência amplia a preocupação sanitária após registros recentes do parasita em outros animais e a expansão de casos no México.

Restrição de movimentação

A Comissão de Saúde Animal do Texas restringiu a movimentação de animais de sangue quente em uma zona considerada infestada nos condados de Presidio e Jeff Davis. A medida busca impedir que animais contaminados transportem larvas para outras áreas pecuárias.

A bicheira é causada pelas larvas da mosca Cochliomyia hominivorax, que deposita ovos nas bordas de feridas abertas. Depois da eclosão, as larvas se alimentam de tecido vivo, aprofundando as lesões e criando risco de infecções graves.

Risco para a pecuária

O parasita foi erradicado dos Estados Unidos no século passado por meio da liberação de moscas machos esterilizadas. Seu retorno representa ameaça para rebanhos, animais domésticos e a fauna silvestre. Estimativas citadas por autoridades americanas apontam que uma disseminação ampla poderia provocar perdas de até US$ 1,8 bilhão apenas no Texas.

A origem da infestação no cavalo ainda não foi esclarecida. Autoridades e entidades do setor equestre recomendam inspeção diária dos animais, limpeza e tratamento rápido de feridas, controle de moscas e comunicação imediata de sinais suspeitos.

Risco humano permanece limitado

A bicheira pode afetar pessoas, sobretudo quando há feridas expostas, mas os registros humanos são raros. Não se trata de uma doença transmitida diretamente de uma pessoa para outra. A orientação sanitária é procurar atendimento diante de ferida dolorosa que piore rapidamente ou apresente larvas.

O caso equino será acompanhado por órgãos estaduais e federais. A contenção depende da vigilância de propriedades rurais, do controle do trânsito animal e da técnica do inseto estéril, utilizada para reduzir a reprodução da mosca.

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